Teresa,
Tenho, neste corpo cansado, uma vida inteira sem marcas.
Nada mais do que memórias pesando em um lado da balança.
Não são tantos os mistérios para um corpo sem limo ou poeira.
Mas sob o bote dos meus olhos na luz, um desejo reina absoluto.
E é este desejo, um desconhecido constante, que me deixa à pele.
O pensamento em você é o elemento de ouro na pobreza do mundo.
Quem sabe um dia. E então para sempre.
Bruno.



One Response to “Uma carta a ela”  

  1. 1 Nina

    Brero, eu adorei o elemento de ouro na pobreza do mundo. Esse texto parece que tem algo escondido nele, até tentei ler numa ordem diferente, sei lá… Acho que sou meio neurótica! hehe


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